O CAMINHO DA UNIVERSALIDADE

Emmanuel Sanchez – Diretor do Instituto Rede Rama e representante da Missão Rahma Internacional.

Existe uma questão muito controversa e muito atual relacionada ao caminho evolutivo livre de supostos lastros de dogmas, religiões, filosofias, práticas, técnicas e conceitos; por um lado tratados normalmente por aqueles que estão iniciando sua caminhada da redescoberta da universalidade e multidimensionalidade da alma, como técnicas de autodesenvolvimento sem aprisionamento do indivíduo; e por outro lado, como necessidade básica para o ser humano desenvolver sua autodisciplina.

 Ao longo destes 40 anos de dedicação ao contato extraterrestre e também de vivências extrafísicas e física dimensionais, onde convivemos com muitas experiências práticas junto a estes seres confederados e a inúmeros grupos de pessoas que fazem parte dos grupos de contato que participamos, nos deparamos em muitas ocasiões com estes questionamentos, que nos ajudaram a entender melhor este quadro típico da mente humana terrestre da atualidade.

Viemos de uma cultura patriarcal e de mentalidade pisciana, envoltos desde a infância com os paradigmas da sobrevivência e o sucesso a todo custo, numa cultura consumista onde o poder e o lucro são a verdadeira divindade buscada pela maioria. Isso promoveu na mentalidade contemporânea a formação de um entendimento cristalizado que o sucesso está na busca de realidades externas ao indivíduo. Com o advento da entrada da era de aquário nos anos 50, e sua gradativa influência nos processos energéticos e mentais da humanidade, fomos aos poucos despertando para novos paradigmas e desafios incríveis para serem superados, atingindo um de seus momentos de grande inconformismo e busca de alternativas, nos movimentos dos anos 70, onde uma rebeldia se fez presente, um comportamento anárquico de milhares de pessoas, numa busca desmedida por novos horizontes para a sociedade.

Muito conhecimento oriental veio iluminar aspectos mais profundos das mentes ocidentais, mas estas entendiam as lições através de seu prisma mental proveniente de outro modelo de sociedade. Assim surgiram os movimentos espiritualistas semelhantes às religiões ou seitas, onde um guru ou grande líder ditava as regras, sendo isso real até os dias de hoje.

Todo este movimento levou muitos buscadores a terem repulsa de regras e disciplinas, atribuindo isso a conceitos da era anterior. Mas na verdade é o mesmo aspecto de mente rebelde dos anos 70, da juventude do despertar espiritual, onde a anarquia e a falta de regras se tornam referência de vida e comportamento, até que a maturidade chegue, e se perceba que nada no universo é anárquico, tudo é muito bem organizado, dentro de leis universais e estruturas organizadas em conselhos e confederações, fraternidades e ordens, que se constituem em verdadeiras mantenedoras de toda a universalidade dos variados seres do universo. Todas as civilizações avançadas são organizadas e tem suas regras e disciplinas, mas isso não se constitui num aprisionamento dos indivíduos, pois todos tem consciência suficiente para entender as práticas, as regras, a organização, a necessidade de orientadores mais experientes, e suas vidas são dedicadas a esta manutenção pois se constitui em sua fortaleza como civilização.

Portanto, antes de sairmos julgando os variados caminhos que teremos acesso em nossa ascese espiritual, vamos observar com olhos sábios, que, sem alguma ordem, algumas regras e disciplinas, seremos somente uma união de pessoas rebeldes tentando construir uma estrutura irreal que não conseguira se manter por muito tempo. Assim funciona o universo, assim se conquista uma mentalidade universalista adulta, sendo livres e iluminados, a ponto de ver a ordem universal presente nas mais variadas técnicas e caminhos luminosos que se apresentam, como ferramentas de nosso crescimento.

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